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Câncer de Próstata


     A próstata é uma glândula em forma de noz encontrada abaixo da bexiga dos homens. Quando o câncer de próstata é diagnosticado, o tratamento varia de acordo com o estágio da doença e outros fatores, como a saúde do paciente. O índice de sobrevida em cinco anos no câncer de próstata é de quase 100%, mesmo sem o tratamento da doença, isto ocorre porque o câncer de próstata tem crescimento muito lento, e este fato justifica a observação em alguns casos selecionados. Prefere-se essa abordagem quando o paciente tem mais de 75 anos de idade e pode não suportar uma prostatectomia radical - remoção cirúrgica completa da glândula afetada -, particularmente quando apresenta outros problemas graves de saúde.
     O que causa o câncer de próstata? Os pesquisadores ainda procuram a resposta. Observou-se que alguns homens têm risco maior que outros - aqueles acima de 65 anos de idade, os que apresentam pai ou irmão com a doença, os negros (que têm duas vezes mais câncer de próstata que os brancos e maior risco de morrer pela doença) e os que consomem maior teor de gordura.
     Nos estágios iniciais do câncer de próstata não existem sintomas, motivo pelo qual recomenda-se que os pacientes realizem dosagens anuais do PSA (sigla em inglês para antígeno específico da próstata) a partir dos 50 anos de idade. Não se trata de um teste diagnóstico, podendo apenas indicar que o paciente pode apresentar um câncer de próstata. Em associação ao teste do PSA, recomenda-se o exame de toque retal para detectar possíveis nódulos prostáticos. Através do toque, o médico pode determinar o tamanho da próstata e a sua consistência. Mas por volta dos 50 anos de idade, cerca de metade dos pacientes têm próstatas aumentadas de tamanho, o que pode levar a urinar mais freqüentemente. No entanto, esse aumento da próstata pode ser benigno, sem relação com o câncer. Quando o toque retal e os níveis de PSA sugerem que pode haver algum problema, o próximo passo é a biópsia da próstata.

     Quando células cancerosas são encontradas na biopsia prostática, o cirurgião geralmente indica a retirada da próstata e dos linfonodos pélvicos (para detectar a presença de câncer além da próstata). Para pacientes em uma faixa etária mais jovem e que se encontram saudáveis, a cirurgia pode ser o tratamento de escolha, desde de que o câncer ainda não tenha se disseminado para além da próstata. 
     A escolha do tratamento depende, portanto, da idade do paciente, da agressividade e da localização do câncer. Muitas pessoas em idade inferior a 70-75 anos, realizam a cirurgia porque ela é a opção com maior chance de cura. Entretanto, esse procedimento pode apresentar efeitos colaterais.Um desses efeitos é a impotência, que ocorre em até 50% dos pacientes submetidos à cirurgia da próstata.
     Uma vez que o câncer de próstata é um tumor que, de forma geral, cresce lentamente, o médico pode recomendar uma conduta de observação. Ocasionalmente, entretanto, o tumor apresenta metástases repentinamente ou se dissemina rapidamente para todo o organismo.
Nos estágios mais avançados da doença, outros tratamentos são escolhidos: radioterapia, utilizando altas doses de radiação; terapia hormonal, utilizando hormônios ou drogas que reduzem a produção dos hormônios masculinos; e a quimioterapia, que até o presente momento não mostrou resultados satisfatórios.
     Ressalta-se a importância da dosagem regular de PSA, a realização do toque retal, apesar destes exames não serem infalíveis, podem ser muito úteis na detecção precoce do câncer, identificando a doença nos estágios em que ainda é curável.
     Estudos têm apontado maneiras pelas quais o risco talvez possa ser reduzido. Uma das principais é a mesma recomendação dada para a redução do risco de outras doenças, desde as doenças cardíacas até a depressão: manter uma alimentação saudável, rica em verduras, frutas e grãos integrais; evitar alimentos ricos em gorduras e carboidratos; praticar atividades físicas regularmente, pelo menos 2 ou 3 vezes por semana. Há um interesse crescente nos suplementos alimentares para a redução do risco do câncer de próstata, particularmente a vitamina E, licopenos, isoflavonas e o selênio.

 
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