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 Doença De Peyronie (Tortuosidade Peniana)

A doença de Peyronie, foi descrita originalmente em 1743 pelo cirurgião François Gigot de La Peyronie, daí a sua denominação, e se caracteriza como uma zona endurecida no corpo cavernoso do pênis correspondendo a uma área fibrótica e por essa razão descrita pelos pacientes como se fosse um "calo" no pênis.
Infelizmente, sua causa específica é desconhecida, porém, acredita-se que traumatismos durante o ato sexual são uma possível explicação para o problema. Esses traumatismos seriam seguidos por uma cicatrização errônea. Fatores imunológicos talvez estejam envolvidos, pois em alguns casos, há associação com fibrose retroperitoneal, fibrose palmar ou plantar. A doença ocorre em uma incidência de 3- 6% na população masculina em geral, ocorrendo geralmente após os 40 anos.



"Como é uma doença de causa desconhecida, um tratamento realmente eficaz ainda não existe."


Os sintomas mais comuns do paciente com doença de Peyronie são: a detecção de uma placa peniana endurecida, a qual pode estar acompanhada de dor ou curvatura peniana. Os sintomas prejudicam o desempenho sexual do paciente e, muitas vezes são os motivos que levam o paciente à consulta. A doença é progressiva, podendo regredir espontaneamente em 10-15% dos pacientes. A placa pode estar localizada em um pequeno segmento do corpo cavernoso como, também, comprometer várias partes ou todo o corpo cavernoso. A dor que acompanha a Doença de Peyronie ocorre geralmente durante a ereção prejudicando o ato sexual. Em casos mais avançados, a placa pode originar curvatura peniana impedindo a penetração vaginal. Quando o comprometimento dos corpos cavernosos é extenso, a ereção fica impossível.
O diagnóstico é relativamente simples, feito através das queixas do paciente e da palpação da placa pelo especialista, pois poucas doenças podem ocasionar achados semelhantes aos da Doença de Peyronie.


O TRATAMENTO
Como é uma doença de causa desconhecida, um tratamento realmente eficaz ainda não existe. Naqueles casos onde os pacientes identificam um endurecimento no pênis, porém não sentem dor e não possuem curvatura peniana significativa, tratamento conservador (somente observar o paciente) está indicado. Deve-se ainda, enfatizar ao paciente de que se trata de uma doença benigna, sem risco de transformar-se em um câncer, e com um comportamento variável, podendo até mesmo ocorrer resolução espontânea.
Quando existem sinais de progressão da placa, dor ou curvatura mínima pode-se optar por remédios administrados por via oral (colchicina, vitamina E, potaba) ou injetáveis na placa (verapamil, esteróides), devendo cada caso ser analisado individualmente.
Se houver curvatura peniana significativa com impossibilidade de penetração vaginal, o tratamento é cirúrgico. A cirurgia realizada consiste correção da curvatura do corpo cavernoso onde a placa encontra-se, retificando o pênis. Diferentes técnicas podem ser empregadas, variando desde a correção da curvatura com pontos até fazendo-se a retirada da placa fibrótica e sua substituição por outro tecido normal. Nos casos de curvatura severa ou ausência de ereção, a única solução é a utilização de próteses penianas. Infelizmente, até hoje, não existem medidas para prevenir o problema.

Dr Daniel Gobbi - Urologista

 

 

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