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 O Crescimento Benigno Da Próstata: Realidade, Mitos e Soluções

A próstata é uma glândula situada logo abaixo da bexiga, com a uretra passando no seu interior, nos jovens tem a função de produzir a maior parte do líquido seminal e nos homens mais idosos, é responsável por duas preocupações, ambas negativas para a qualidade de vida: o crescimento benigno (ou hiperplasia) e o câncer. Depois dos 45 anos de idade, a próstata deve ser acompanhada com cuidado, através de exames periódicos, porque pelo menos oito em cada dez homens apresentam crescimento benigno que, estrangula o canal e cria dificuldade para expelir a urina. O outro problema, pior, é o câncer, que atinge de 13 a 15% dos homens. Ambos os problemas citados, tem tratamentos eficazes que permitem manter uma boa qualidade de vida, desde que ambos os problemas sejam diagnosticados e tratados precocemente. No artigo de hoje, abordaremos o crescimento prostático benigno e como este problema é tratado.


O crescimento benigno da próstata.


As causas do crescimento benigno da próstata não são bem conhecidas, mas sabe-se que, alterações hormonais decorrentes do envelhecimento, tem um papel no desenvolvimento do problema. O crescimento benigno da próstata provoca sintomas urinários como a diminuição do jato urinário, gotejamento da urina após a micção, sensação de urgência para urinar, aumento do número de micções, principalmente durante a noite e etc. A intensidade dos sintomas varia de acordo com vários aspectos individuais e ao contrário do que a maioria das pessoas acredita, não é o tamanho da próstata, exclusivamente, que irá determinar sintomas mais severos. O diagnóstico do aumento prostático benigno é eminentemente clínico, porém todos os pacientes são submetidos à exame de toque retal e dosagem do PSA (exame de sangue, usado para rastreamento de câncer de próstata) para justamente excluir a possibilidade de câncer de próstata, além destes dois exames, fundamentais em todos os homens com mais de 50 anos e não só nos com sintomas, outros exames de rotina fazem parte da avaliação, como ultra-som do aparelho urinário, hemograma, creatinina, exame de urina e outros... Quando os sintomas são bem tolerados não se costuma indicar tratamento, mas quando os sintomas proporcionam diminuição da qualidade de vida, medicamentos estão indicados.


O Tratamento


O tratamento medicamentoso é feito basicamente com os chamados bloqueadores adrenérgicos e com a finasterida, ambos em forma de comprimidos, o tratamento tem boa resposta em 40 a 70% dos pacientes mas é possível que haja reações adversas, como a queda da pressão arterial e a disfunção sexual que chega a atingir de 5 a 10% dos casos, levando muitas vezes os pacientes a interromperem o tratamento. Quando a qualidade de vida encontra-se absolutamente comprometida pelos sintomas, o tratamento medicamentoso não funciona ou os efeitos colaterais não permitem o seu uso, a intervenção cirúrgica é indicada.
Atualmente, as cirurgias da próstata são seguras, em qualquer idade e proporcionam uma melhora da qualidade de vida em 70 a 90% dos pacientes operados. Quando a remoção da próstata é necessária, há basicamente duas técnicas: as volumosas são retiradas por incisão abdominal, e comumente, quando tem menos de 60 gramas é retirada pelo canal uretral, esta última cirurgia é conhecida com RTU de próstata. Há sucesso clínico em 90% dos casos, mas em 10% dos pacientes permanecem os sintomas, por conta de um estreitamento do canal uretral ou mau funcionamento da bexiga (que ocorre quando os pacientes ficam um longo período sem tratamento apresentando dificuldade miccional). Um tabu, ligado à cirurgia da próstata, pode ser desmentido: as intervenções cirúrgicas, no caso do crescimento benigno da próstata, não colocam em risco a potência sexual. Isso só ocorre em pacientes com câncer da próstata que são submetidos à cirurgia para a retirada total da próstata ou radioterapia. Pelo contrário, em muitos casos devido à normalização do ato miccional, o paciente pode até mesmo apresentar uma melhora na qualidade de vida sexual.


"As intervenções cirúrgicas, no caso do crescimento benigno da próstata, não colocam em risco a potência sexual. Isso só ocorre em pacientes com câncer da próstata que são submetidos à cirurgia para a retirada total da próstata ou radioterapia"


As novidades


Há muitas pesquisas procurando substituir a cirurgia por meios menos agressivos. Como a energia térmica gerada por laser, a radiofreqüência e o ultra-som, melhor tolerados pelos pacientes mas com benefícios práticos ainda modestos e de duração limitada.
Outra experiência inovadora é a quimioablação por álcool, provocando uma corrosão alcoólica do tecido. As primeiras experiências com pacientes que receberam injeções de álcool absoluto diretamente na próstata (sob anestesia superficial e sem necessidade de internação) tiveram redução de mais de 70% na intensidade dos sintomas clínicos, o que já dura mais de um ano, porém ainda não há evidências científicas que justifiquem o uso na prática clínica .
Em conclusão, a hiperplasia prostática benigna é uma doença de alta prevalência, e atualmente há disponibilização de tratamentos eficazes e seguros, que colaboram para uma melhor qualidade de vida nos homens com mais de 50 anos.



Dr Daniel Gobbi – Urologista

 

 

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