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 Câncer De Testículo: Aspectos do Diagnóstico e Tratamento

O conhecimento da existência dos tumores de testículo, reveste-se de uma grande importância clínica, pelo fato de serem os tumores malignos mais freqüentes em homens com idade entre 15 e 35 anos, período este de plena atividade profissional e reprodutiva. Outro fato que ressalta a importância dos tumores de testículo, é o fato de estes serem, atualmente, um dos tipos de tumor maligno com maior probabilidade de cura com as modalidades terapêuticas atuais.
No geral, a incidência de tumor de testículo é de 3 casos por 100.000 homens por ano, sendo que existem alterações geográficas e raciais que determinam variação deste número, sendo mais baixa a incidência em asiáticos e negros e mais alta em brancos caucasianos. Um fator de risco importante a ser citado é a criptorquidia (termo médico que quer dizer ausência de testículos na bolsa escrotal), que apresenta um risco 50 vezes maior de desenvolvimento de câncer de testículo, quando comparados com pacientes sem criptorquidia, sendo que o risco aumenta, quanto mais alta for a localização deste testículo fora da bolsa escrotal (localizado por exemplo, dentro do abdome). Uma dúvida muito comum é a associação de trauma testicular com tumor de testículo, porém esta associação nunca foi confirmada em estudos científicos, e sabe-se que o testículo com tumor torna-se sensível à traumas menores, que muitas vezes levam ao diagnóstico do tumor.
O sintoma mais comum é a presença de nódulo ou caroço no testículo, geralmente indolor, que pode ser palpado pelo próprio paciente. Em outras ocasiões, o tumor pode se manifestar com dor súbita ou aguda, e acúmulo de líquido na bolsa escrotal, chamado de hidrocele. Em fases mais avançadas, além de alterações no testículo, podem ocorrer sintomas conseqüentes à disseminação do tumor em outros locais do organismo, como dor óssea, perda de peso, falta de ar, etc...



"A palpação do testículo é um exame fácil e de fundamental importância para o diagnóstico do câncer de testículo."


Quando mediante palpação do testículo for notada a presença de um nódulo no testículo, deve-se procurar um médico urologista a fim de esclarecer o diagnóstico. Para isto, além da palpação são realizados exames laboratoriais para dosagem de marcadores tumorais no sangue e um ultrassom (ecografia) da bolsa escrotal. Quando a suspeita confirma-se com estes exames o paciente, o paciente deve ser encaminhado para cirurgia com a máxima brevidade possível.
O tratamento cirúrgico, consiste na retirada do testículo afetado, mediante exame de confirmação de tratar-se de tumor maligno, através de exame anátomo-patológico realizado durante o ato operatório.
Após o paciente ter feito a cirurgia, o tratamento complementar irá depender do tipo de tumor de testículo encontrado (existem pelo menos 8 tipos diferentes de tumores de testículo, para citar os mais freqüentes) e de sua extensão (se há ou não doença disseminada em outros locais do organismo). O tratamento complementar varia desde observação em tipos mais favoráveis, até quimioterapia, radioterapia e nova cirurgia, esta para remoção de gânglios do abdome (cirurgia chamada linfadenectomia retroperitonial).
É extremamente importante ressaltar que com estas modalidades terapêuticas citadas, a chance de cura do tumor de testículo chega no geral a 90%, sendo que este chance aumenta a virtualmente 100% a medida que mais precocemente o tumor é identificado. Outro fato importante, é de que atualmente com as técnicas de fertilização assistida e de conservação do esperma através de congelamento, estes pacientes, na grande maioria, poderão gerar descendentes futuramente.

Como fazer o auto-exame:

· Examine cada um dos testículos delicadamente com as duas mãos. Você deve colocar o dedo do meio e o indicador por trás do testículos e o dedão em cima do testículos. Suavemente, deslize o testículo por entre os dois dedos e o dedão. Um testículo pode ser maior que o outro. Isto é normal.
· Encontre o epidídimo (estrutura na forma de um tubo, macia, que fica atrás do testículo e que estoca e transporta o esperma). Não confunda o epidídimo com a presença anormal de gânglios.
· Procure pela presença anormal de gânglios (do tamanho de uma ervilha) na parte da frente dos testículos. Esses nódulos são geralmente indolores.

Dr Daniel Gobbi - Urologista

 

 

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