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 Impotência Sexual Masculina: Um Problema Com Solução

Impotência, é a incapacidade de obter uma ereção com rigidez suficiente para a penetração e/ou mantê-la por um período de tempo adequado para a satisfação de ambos os parceiros no ato sexual. Modernamente o termo disfunção erétil é o mais adequado para definir este conceito. Estima-se que a disfunção erétil acometa de 10 a 20 milhões de brasileiros, segundo os estudos epidemiológicos mais recentes, sendo de maior prevalência em homens com mais de 50 anos. A maioria dos homens, em algum momento de suas vidas, experimenta episódios de disfunção erétil, geralmente decorrentes de cansaço, stress ou abuso de álcool, contudo uma falha ocasional não deve ser supervalorizada, sendo considerada normal. Porém, o problema persistindo, deve-se procurar a ajuda de um médico urologista. As causas da disfunção erétil são divididas em orgânicas, psicogênicas e mistas. Porém, tal distinção não é fácil de realizar, visto que um problema orgânico poderá, adversamente, afetar o estado psicológico do paciente e vice-versa. Em muitos casos, encontramos tanto fatores orgânicos quanto psicogênicos, levando à disfunção erétil. A disfunção erétil apresenta vários fatores de risco tais como: idade avançada; diabetes; hipertensão arterial; doenças vasculares periféricas; doenças neurológicas; doenças endócrinas; traumatismos da medula espinhal; cirurgias pélvicas radicais; radioterapia; priapismo; alcoolismo; tabagismo; consumo de maconha e/ou cocaína; uso de antihipertensivos, tranqüilizantes e psicotrópicos; problemas de relacionamento com a parceira; stress; ansiedade e medo de falhar; depressão; personalidade obsessivo-compulsiva; desvios sexuais, e vários outros fatores menos freqüentes.
O diagnóstico da disfunção erétil começa por uma cuidadosa história onde o paciente será inquirido sobre os fatores de risco. Atenção especial para a história e hábitos sexuais do paciente, sobre a duração do problema, libido e parceiras. Segue-se um exame físico completo, com atenção especial para a região genital. Testes laboratoriais são solicitados de acordo com os fatores de risco, e devem ser feitos de modo individualizado, levando-se em conta a história clínica, idade e fatores de risco, sendo que, os mais comuns são: hormônios, glicose e lipidograma. Em algumas circunstâncias específicas, como na disfunção erétil secundária à cirurgia radical da próstata, há necessidade de avaliar a função erétil por testes realizados através da injeção de substâncias vasodilatadoras no pênis para avaliar a rigidez e a duração da ereção obtida. Em casos muito excepcionais, haverá a necessidade de estudos mais sofisticados, como exames por imagem tais como: doppler, cavernosonografia ou arteriografia.
O tratamento da disfunção erétil deve, inicialmente, abordar a causa básica, o que por si só já melhora o quadro. O arsenal disponível para o tratamento, atualmente tem ganhado destaque, inclusive na mídia, e varia deste psicoterapia, passando por drogas via oral, até cirurgias com colocação de próteses penianas. Os distúrbios psicogênicos são enfrentados pelo uso de medicamentos específicos e/ou psicoterapia. Medicamentos que se propõem a aumentar a libido, e a reposição hormonal devem ser considerados em alguns casos, mas o tratamento de maior destaque, específico para a disfunção erétil, são os comprimidos para obtenção da ereção por vasodilatação peniana. Atualmente, estas drogas para uso via oral com ação efetiva, são usados com sucesso, destacando-se o Viagra, já disponível há 5 anos, e que mudou definitivamente o panorama da disfunção erétil nos meios médicos, e o Uprima, mais recentemente lançado.Medicamentos aplicados diretamente no pênis, através de agulha, são outra opção para casos individualizados. Uso de dispositivos à vácuo para ajudar a obter e manter a ereção; tratamentos cirúrgicos para a correção de fatores de risco ou implante de próteses penianas semi-rígidas ou infláveis também são tratamentos empregados e tem sua indicação específica para alguns casos. Para um futuro muito próximo, novos medicamentos por via oral, estão para serem lançados no mercado, com destaque para o Cialis, da Eli Lilly, que deverá ser lançado no Brasil no 2º semestre deste ano e o Levitra, da Bayer, que deve ser lançado no final de março na Europa e, em julho, no Brasil, prometendo serem medicamentos com menos efeitos colaterais e com maior eficácia, segundo as pesquisas preliminares.
Pelo exposto, modernamente a disfunção erétil, é uma síndrome clínica que apresenta soluções efetivas de tratamento, e atualmente não há mais motivo para conviver ignorando o problema, visto que sua correção melhora significativamente a qualidade de vida dos casais.



Dr Daniel Gobbi - Urologista

 

 

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