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 Urologista também é médico de mulher

Um grande número de pessoas pensa que o urologista é um médico especialista para homens, assim como o ginecologista é especializado em mulheres. Estão enganados! Na verdade, o urologista é responsável pelo aparelho genital masculino, porém ele é especialista em doenças do aparelho urinário (rins e bexiga) de mulheres e homens, adultos, idosos e crianças. Assim como nos homens, as mulheres estão muito suscetíveis a problemas urinários podendo sofrer alterações no sistema urinário durante a gravidez, no parto e quando chegam a menopausa. As infecções (cistites) e incontinência urinária são problemas que afetam ambos os sexos.

Na mulher, a incontinência urinária muitas vezes é entendida como problema de envelhecimento e por este motivo, somente 30 a 40% das pacientes em consultórios de urologistas são do sexo feminino. A incontinência urinária acomete um número bastante elevado de mulheres em sua fase produtiva. Trata-se de uma disfunção miccional que afeta não somente o aspecto higiênico como também cria condições sociais bastante desfavoráveis. A qualidade de vida e a auto-estima das pacientes é altamente afetada, podendo, inclusive, levar à depressão.

Muitas mulheres, por pensarem que o problema é natural no processo de envelhecimento, ou por vergonha de assumir a existência da incontinência, não procuram ajuda e não vão ao urologista. Se quebrassem o tabu de que urologista não é para mulher, e fossem procurar este especialista, descobririam que a incontinência urinária, assim como outros problemas, tem solução.

O Médico urologista Eduardo Scortegagna, de Passo Fundo, explica os problemas miccionais mais comuns entre as mulheres e que devem ser tratados por um Urologista.

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INCONTINÊNCIA URINÁRIA: A sociedade Internacional de Continência (ICS) define incontinência como "perda involuntária de urina objetivamente demonstrável que representa que representa um problema social ou higiênico". Existem vários tipos de incontinência baseado em sinais e sintomas apresentados pelos pacientes:

- Incontinência de urgência é aquela em que o indivíduo sente o desejo repentino de urinar, não podendo conter espontaneamente, ocorrendo à perda de urina que pode ser grande ou pequena.

- Existe também a chamada incontinência de esforço que é conhecida como "bexiga caída", no qual a perda urinária acontece durante os esforços como tosse, espirro, risos e mudança de posição: sentado para em pé - esta é a forma mais comum em mulheres de meia idade ou da menopausa e ocorre devido a fatores pélvicos, como enfraquecimento da musculatura e alterações hormonais.

- Existem as outras formas menos comuns como incontinência inconsistente (sem sentir), contínua, noturna, aquela pós-miccional - quando cessa a micção permanece um gotejamento.

- As perdas urinárias afetam cerca de 13 milhões de mulheres nos Estados Unidos, ocasionando um grande impacto negativo na qualidade de vida dessas mulheres, e que só perde para Síndromes depressivas. As mulheres acabam por modificar hábitos de vida significativamente.

- Estudos mostram que 45% das mulheres com idade maior de 45 anos apresentam perda urinária, dessas somente 15% são perdas regulares necessitando tratamento.

- Na incontinência urinária de esforço, que representa a maioria dos casos, o tratamento por meio cirúrgico minimante invasivo denominado "sling" que nada mais é que colocação de fitas de material sintético polipropileno na região sub-uretral através de uma incisão de não mais que um centímetro, o urologista posiciona a fita de maneira a suportar pressões durante os esforços com tosse. Os índices de cura com esta técnica hoje são maiores que 92%. Estes procedimentos são considerados de primeira escolha, quando se opta por cirurgia, muitas vezes, quando podendo ser feito de maneira ambulatorial.

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CISTITE INTERSTICIAL: É um distúrbio crônico do trato urinário inferior, tratável, mas essencialmente incurável.

Os sintomas mais comuns são: urgência miccional, aumento no número de micções e dor na região pélvica, que pode ser sentida durante a relação sexual, outras doenças mais comuns como cistite bacteriana, devem ser afastadas antes de se confirmar este diagnóstico. Os sintomas normalmente se apresentam através de episódios de agudização e desaparecem (remissão) tendo vários fatores que contribuem para isso, como o stress, alimentação alérgicos e alteração na imunidade etc.

A tendência atual é utilizar o termo "Síndrome de Dor Pélvica" e ou "Bexiga Dolorosa", que inclui um grande grupo de pacientes com dor uretral, bexiga ou pélvica e culturas de urina negativas. As causas da cistite intersticial ainda não são completamente entendidas, o diagnóstico se faz por exclusão de outras patologias. Os sintomas costumam aliviar após o paciente urinar e com uso de analgésicos, e piorados com uso de bebidas (café, álcool, chá, chocolate) e alimentos condimentados.

Tratamento: Existem inúmeras formas de tratamento que vão desde o uso de analgésicos, antialérgicos, antidepressivos, instilação de substâncias intra-vesicais, mas infelizmente não há um tratamento considerado curativos para CI, porém pode-se oferecer tratamento para o alívio dos sintomas e assim proporcionar uma melhor qualidade de vida dos pacientes.

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INFECÇÃO URINÁRIA - Infecção do trato urinário é a infecção bacteriana mais comum no ser humano. Só sendo ultrapassada pela gripe de origem virótica. São responsáveis por mais de 7 milhões de consultas por ano, nos Estados Unidos, é 100 mil hospitalizações. É dito que existem infecções quando ocorre colonização por agentes infecciosos, em qualquer parte do trato urinário. Ocorrem em todas as faixas etárias em ambos os sexos. Mais freqüente nas mulheres sendo que 10 a 20% delas apresentarão um infecção em algum período da vida. Em termos gerais o germen mais comum é E-coli, em torno de 90%, sendo a porta de entrada a via ascendente, ou seja, uretral e vesical, para que a cistite se estabeleça, os fatores naturais de proteção como urina que tem PH baixo e outros estejam alterados.

Sintomas: O diagnóstico se baseia no quadro clínico de ardência uretral, urgência miccional aumento no número ou diminuição da quantidade, coloração da urina bem como dor supra-púbica. A confirmação do diagnóstico é realizada através de cultura de urina e antibiograma para se escolher o melhor antibiótico para tratamento. Atualmente, se utiliza por três dias em quadros de infecção urinária baixa não complicada, ou seja, quando acompanhado de dor lombar, febre ou cálculos urinários.

Quando existe recorrência de infecção urinária o médico urologista deve fazer uma investigação das possíveis causas, exames de imagens devem ser solicitados, pois existem inúmeras patologias que podem estar presentes como cálculos urinários, tumores, malformações, cistos, etc.

Mantendo ou dificultando a cura do processo infeccioso urinário, este quando identificado e tratado adequadamente a infecção urinária fica então debelada.


Dr Eduardo Scortegagna - Médico Urologista

 

 

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