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 Procurar um especialista é o melhor remédio

A impotência sexual assusta muitos homens, e muitos casais. Que quase sempre há cura e o paciente tem a sua disposição vários recursos, da psicoterapia a injeções e próteses sofisticadas. Esse é o tema que o Medicina & Saúde aborda.

Disfunção erétil, também conhecida como impotência sexual masculina, é incapacidade de desenvolver ou manter a ereção do pênis para um intercurso sexual satisfatório, independentemente da capacidade de ejaculação. A impotência sexual assusta muitos homens, e muitas mulheres também. Geralmente há cura e vários recursos podem ser aplicados, desde a psicoterapia até injeções e implantação de próteses sofisticadas.

A impotência assusta, mas a recíproca também é verdadeira: receio causa impotência. Esse receio tem enorme base cultural, já que a impotência sempre foi um assunto cercado de tabu. Alguns urologistas acreditam que, de um modo geral, a origem da impotência é em 70% dos casos, por problemas psicológicos (atinge 95% dos casos na idade de 20 anos, 70% aos 48, 30% entre os 60 e 70 anos) e 30% dos problemas orgânicos.

Seja qual for a natureza, orgânica ou psicológica, a impotência tem cura e o primeiro passo é, obviamente, o diagnóstico correto.

Medicina & Saúde - O que é impotência sexual? Eduardo Scortegagna - A disfunção erétil pode ser definida como a incapacidade persistente de obter e/ou manter uma ereção suficiente para uma função sexual satisfatória, condição comum entre os homens em todo o mundo. Pode afetar negativamente o relacionamento interpessoal e comprometer o bem-estar e a qualidade de vida de homens e mulheres.

M&S - Quais as causas? Eduardo Scortegagna - Um estudo recente, realizado nos Estados Unidos, que avaliou 1.290 homens entre 40 e 70 anos, demonstrou uma taxa global de 52% de disfunção erétil, sendo 10% classificada como severa 25% moderada e 17% leve. A avaliação por idade demonstrou que entre 40 e 49 anos 39% dos entrevistados se referiram a alterações; entre 50 e 59 anos, 42%; entre os 60 e 69 anos o percentual é de 58%; entre 70 e 79 anos, 79%, e acima de 80 anos, 100% dos homens apresentaram disfunção erétil. Dentre as causas orgânicas mais freqüentes está à diabetes, que é mais comum, ainda temos hipertensão arterial sistêmica, hiperlipidemia, tabagismo, obesidade, traumas pélvicos, irradiação pélvico, doença cardiovascular e hipertrofia de próstata, além de depressão e de outras causas psicológicas. Alguns medicamentos também podem levar à impotência, tais como anti-hipertensivos, diuréticos, antidepressivos, álcool, cocaína e anfetaminas.

M&S - Qual tratamento pode ser feito? Eduardo Scortegagna - Quanto ao tratamento, considera-se que deva ser oferecido segundo cada caso e de acordo com a preferência do paciente. Existem as terapias de primeira linha, medicamentos orais, e a terapia sexual. Para os tratamentos de segunda linha, pode-se usar como medicação intra-cavernosa (injeção no pênis de substâncias que mantêm a ereção por 2 horas ou mais) e as drogas de uso intra-uretais. Por último, há as próteses penianas. O que mais se emprega atualmente são as drogas orais, por ser mais de mais fácil utilização e com uma resposta em torno de 80%.

M&S - A impotência sexual tem cura? Eduardo Scortegagna - Sim, tem cura e cada caso deve ser individualizado, respeitando o desempenho do paciente por determinado tratamento.

M&S - Quantos pacientes foram atendidos no seu consultório em 2006 com o problema? Eduardo Scortegagna - Na prática urológica diária, em nível de consultório, essa patologia é muito freqüente. Como os dados estatísticos mostram um grande número de homens que sofrem com o distúrbio, é muito comum a procura nos consultórios urológicos. Em termos de números, pode-se dizer que 30% ou mais das queixas se referem a essa patologia.
Dr Eduardo Scortegagna - Médico Urologista

 

 

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