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 Estudo Câncer de Próstata

Um estudo apresentado no congresso da Associação Americana de Urologia, na cidade de Chicago, em maio de 2003, mostrou que a mudança no estilo de vida, incluindo exercícios regulares e uma dieta com pouco gordura pode retardar, parar ou ainda reverter o câncer de próstata.
O estudo representa o 1º ensaio clínico randomizado sobre o efeito das mudanças do estilo de vida na progressão do câncer de próstata, quando medido por níveis (Prostate Specific Antigen) (PSA).
Noventa homens com câncer inicial de próstata documentado por biópsia os quais escolheram uma espera monitorada sobre o tratamento convencional por razões não relacionadas ao estudo, foram randomizados ou em um grupo de intervenção ou em um grupo de controle. Os homens tinham PSAS variando entre 4 à 10 e scores de Gleason abaixo de 7.
Os pacientes no grupo de intervenção puderam fazer uma marcada mudança do estilo de vida por pelo menos um ano e os resultados foram muito consistentes sugerindo que esta mudança pode ter parado ou talvez revertido.



"a progressão do câncer de próstata" disse o doutor Dean Ornish presidente e diretor do Instituto de Medicina Preventiva e Pesquisa da Universidade da Califórnia, São Francisco, o qual apresentou os resultados do estudo.


"Exercícios regulares e hábitos alimentares saudáveis, pode parar ou ainda reverter o câncer de próstata."


A intervenção inclui exercitar-se (na maioria caminhadas) pelo menos 3 vezes por semana por 30 min. Uma dieta restrita de baixa gordura e vegetariana enfatizando alimentos não processados; técnicas de controle de controle de stress que consistiam de meditação, alongamento suave, técnicas respiratórias, relacionamento imaginário orientado e progressivo.
"Após um ano, o PSA decresceu 4% no grupo experimental e aumentou 6% no grupo de controle", disse o doutor Ornish. Houve uma forte correlação entre a aderência ao programa determinado, usando uma formula a priori e as mudanças no PSA entre ambos os grupos em um relacionamento dose/resposta houve uma diferença de 13% no PSA entre a alta fertilidade de aderência comparado a baixa fertilidade de aderência ao programa de intervenção entre ambos os grupos.
A aderência total ao programa de intervenção foi de 94% no grupo experimental entretanto 45% destes que estavam no grupo controle aderiram ao programa por razões pessoais de saúde. Os pesquisadores decidiram que seria anti-ético não deixar os pacientes no grupo controle adotar mudanças saudáveis no estilo de vida. Ornish disse que as diferenças no PSA poderiam ter sido mais significativas, se os pacientes no grupo controle não tivessem aderido ao programa de intervenção.
"A aderência às intervenções no estilo de vida também esteve correlacionada com a inibição do câncer de próstata e o crescimento da células entre ambos os grupos para um fator de 7 para 1; disse ele. O crescimento das células tumorais foram inibido em 70% dos pacientes no grupo experimental e 9% no grupo controle. Entretanto uma outra medida, nos níveis de testosterona não mudou significativamente na comparação entre os grupos.
O doutor Ornish e seus colegas dizem que suas descobertas são clinicamente significativas por que o câncer de próstata não é propicio à metástase quando o nível de PSA nos pacientes é declinante.
Durante o estudo seis pacientes no grupo de controle submeteram-se a terapia convencional para câncer de próstata, devido a um aumento nos níveis de PSA, os pesquisadores da UCSF planejam continuar a acompanhar todos os pacientes em seu estudo para determinar quantos submetem-se ao tratamento convencional e as taxas de sobrevivência e metástase.


Dr Eduardo Scortegagna - Urologista

 

 

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