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 Andropausa: Tratamento Para Melhorar a Qualidade de Vida do Homem com mais de 50 anos

Há estimativas de que 12 a 13% da atual população seja composta por homens de 65 anos ou mais, correspondendo à aproximadamente 15 milhões de homens em nosso país e durante as próximas décadas este percentual se elevará para algo em torno de 25% da população masculina. Em virtude destes dados demográficos, a longevidade masculina ganha importância, não só pelo número expressivo de indivíduos com 65 anos ou mais, mas pelas alterações significativas que o envelhecimento determina na qualidade de vida destas pessoas. Dentre os muitos aspectos do envelhecimento masculino, um dos mais importantes é o relacionado com a diminuição do hormônio testosterona (hormônio masculino), condição esta chamada de andropausa, em analogia com a menopausa feminina.

A longevidade masculina, freqüentemente leva à diminuição da função testicular, e, conseqüentemente à diminuição de testosterona. Numerosos estudos têm mostrado que existe uma diminuição progressiva dos níveis de testosterona com a idade, e no geral, cerca de 30% dos homens com mais de 60 anos apresentam diminuição dos níveis de testosterona.

O envelhecimento, com diminuição da testosterona, provoca os mais variados sintomas, incluindo: diminuição da libido sexual, depressão, perda da motivação, perda da massa óssea (osteoporose), dificuldade de raciocínio e piora da qualidade das ereções penianas nas relações sexuais, não se pode esquecer, que outras doenças, por exemplo, a depressão, podem também ser causa dos sintomas descritos ou potencializa-los. Mas quando estes sintomas ocorrem concomitantemente com a diminuição laboratorial dos níveis de testosterona é que chamamos de andropausa.



“Os sintomas da andropausa podem não estar todos presentes, mas a identificação do problema passa pela dosagem hormonal, e a associação de um ou mais sintomas”.

Em países como nos Estados Unidos, onde o esclarecimento do problema já se encontra mais difundido na população, estima-se que apenas 10% dos homens com os sintomas de andropausa estejam recebendo tratamento de suplementação de testosterona, no Brasil não existem dados a este respeito, mas o número de homens tratados é muito mais discreto.

O tratamento consiste na reposição da testosterona, que pode ser feita através de tratamento oral, injetável ou transdérmica, sendo que cada uma das formas de administração tem suas vantagens e desvantagens e cada caso deve ser discutido de forma individual, para a escolha da melhor forma de administração em determinado paciente.

É importante ressaltar também, que como qualquer outro tratamento, a reposição hormonal tem efeitos colaterais, que podem contra-indicar seu uso em alguns pacientes. Dentre as contra-indicações, as mais freqüentes são: presença de câncer de próstata, síndrome da apnéia do sono, alterações hematológicas, dislipidemias graves entre outras...

Em conclusão, embora existam riscos com a terapia de reposição hormonal em homens, atualmente existem dados científicos suficientes que comprovam que para a grande maioria dos homens, a reposição hormonal é benéfica no sentido de melhorar a qualidade de vida, desde que o tratamento seja acompanhado por especialistas.



Dr Daniel Gobbi – Urologista

 

 

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