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 Testìtulos Não Palpados Na Bolsa Escrotal: O Que Fazer?

A não descida dos testículos até a bolsa escrotal, é uma das alterações genitais mais comuns em crianças e recém-nascidos, esta condição, do ponto de vista médico, é denominada criptorquidia. Apesar deste problema ter sido descrito pela medicina há mais de 200 anos, e mesmo com intenso trabalho de pesquisa dos últimos tempos, muitos aspectos do problema permanecem não esclarecidos, porém sabe-se que a ausência dos testículos na bolsa escrotal, determina alterações deletérias na estrutura do testículo.
Durante o período fetal os testículos estão localizados dentro do abdome e ao longo do processo embrionário os testículos migram em direção ao escroto mediante estímulo hormonal, e, normalmente, quando do nascimento, o testículo tem uma localização escrotal. A criptorquidia ocorre, no geral, em 3% de meninos recém-nascidos, diminuindo para 1% no final do 1º ano de vida. Não se sabe exatamente a causa da criptorquidia, mas alguns fatores de risco, como exposição materna à estrógenos (pílulas anticoncepcionais) no início da gravidez, bebês prematuros, de baixo peso ao nascer e gêmeos, tem um risco maior de desenvolver o problema.
O mais importante para se fazer o diagnóstico, é o exame clínico. Quando não se consegue palpar o testículo na bolsa escrotal, eles podem estar no interior do abdome ou não existir, e em algumas circunstâncias podemos palpar no canal inguinal (acima da virilha) ou os testículos podem ser retráteis. Outras condições podem ser encontradas em associação com a criptorquidia, sendo que a mais freqüente delas é a hérnia inguinal, que é identificada, quando é feita a correção da criptorquidia.
A criptorquidia sempre deve ser avaliada corretamente e corrigida sempre, pois a não correção em tempo hábil pode determinar alterações irreversíveis na fertilidade, além disto a sua correção pode também proporcionar a correção de uma possível hérnia associada, prevenir uma torção testicular futura, além de prevenir alterações emocionais devido à ausência de testículo na bolsa escrotal. A principal importância da correta avaliação da criptorquidia porém, é o fato de esta ser um grande fator de risco para desenvolvimento de tumores de testículo, por este motivo a criptorquidia deve ser corrigida, a fim de facilitar a palpação deste testículo para detecção precoce de nódulos, caso contrário se um tumor ocorrer, provavelmente ele iria ser identificado em fase avançada.

"A correção da criptorquidia é indicada em todos os casos e, preferencialmente, dentro do primeiro ano de vida."


Após uma avaliação apropriada, que inclui o reconhecimento da localização do testículo (para isto pode ser necessário exames de ultra-som, tomografia, laparoscopia) e avaliação hormonal e genética, isto em alguns casos específicos, deve-se proceder a correção do problema. A correção atualmente é indicada em todos os casos e, preferencialmente, dentro do primeiro ano de vida. O tratamento medicamentoso constitui uma opção válida em tentar evitar cirurgia em alguns pacientes e oferecer à família uma tentativa inicial de tratamento não cirúrgico. Deve ser indicada após primeiro ano de vida, e no caso de insucesso cirurgia deve ser realizada. A cirurgia é o método com melhores resultados para a correção do problema, e consiste na liberação do testículo, mobilização até o escroto e posterior fixação.
Em conclusão, a verificação da presença dos testículos na bolsa escrotal em recém-nascidos deve ser obrigatória ao nascimento de meninos, e nos casos onde os testículos não são palpados na bolsa escrotal, um acompanhamento especializado irá determinar o melhor manejo para o caso.

Dr Daniel Gobbi - Urologista

 

 

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