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 Laparoscopia para tratar o câncer de Próstata

Atualmente, um dos problemas que persegue a saúde dos homens é o câncer de próstata. O Instituto Nacional do Câncer (INCA), registra a cada ano 40 mil novos casos de câncer de próstata no Brasil. É a doença que mais causa vítimas entre os homens após os 50 anos. Ainda não se sabe o que origina o crescimento desordenado das células, formando o tumor. Os pacientes com câncer de próstata localizado têm uma opção de tratamento cirúrgico para a retirada do tumor, chamada prostatectomia radical videolaparoscópica que garante uma melhor recuperação pós-operatória, com menos dor e menor tempo de internação hospitalar.A operação é realizada com cinco pequenos cortes de 0,5cm a 1 cm, enquanto nas cirurgias convencionais as incisões são de 15cm.

O Tratamento do câncer de próstata localizado para homens com menos de 75 anos é a remoção cirúrgica da próstata, conhecida como prostatectomia radical com preservação dos nervos da ereção. O objetivo primário da prostatectomia radical é a remoção do câncer. Secundariamente, devemos buscar a preservação da continência urinária e da função sexual do paciente, quando possível, avaliando a função sexual prévia, a idade do paciente e extensão do tumor da próstata.

A preservação dos nervos que promovem a ereção é extremamente importante para os homens. Estes nervos se localizam na parte póstero-lateral da próstata podendo ser danificados durante a cirurgia. A prostatectomia radical videolaparoscópica visa a preservação dos nervos da ereção, possibilitando ao paciente um melhor rendimento sexual no pós operatório tardio.

Na cirurgia aberta(convencional), o cirurgião faz uma incisão para ter acesso
à próstata e não tem visão amplificada dos nervos responsáveis pela ereção peniana. Neste procedimento o sangramento pode ser maior e a dor no pós operatório mais intensa.
A prostatectomia radical videolaparoscópica oferece potencial benefício, pois remove a próstata através de pequenos cortes com o auxílio de uma câmera que aumenta a imagem em cerca de 20 vezes. Com esse tipo de procedimento, o cirurgião tem uma melhor visualização de toda a anatomia da próstata, facilitando a preservação dos nervos da ereção com o ganho dos benefícios da cirurgia menos invasiva.

A Laparoscopia é uma técnica cirúrgica minimamente invasiva, ou seja, na qual utilizamos apenas pequenas incisões entre 0,5 e 1,0 centímetro para observar o interior da cavidade abdominal e os órgãos aí presentes, através de lentes potentes, microcâmeras e monitores de vídeos (televisão). É uma técnica de diagnóstico, mas pode se transformar em tratamento, na cirurgia laparoscópica. Através destes pequenos portais, podemos utilizar instrumentos especiais sem introduzir as mãos na cavidade, manuseado do exterior, com pequenas pinças, tesouras, bisturis elétricos, “clamps metálicos” e pontos internos, todos vistos numa tela de vídeo de alta resolução, com imagens precisas e aumentadas até 20 vezes, evidenciando estruturas anatômicas e lesões, dificilmente vistas a olho nu e que são manuseadas mais delicadamente por essa técnica. “Para se enxergar a cavidade abdominal, onde todos os órgãos estão juntos, “encostados uns nos outros”, precisamos distender (inflar) a parede abdominal por meio de gases e assim criar espaço interno para separá-los”, informa o especialista. O gás mais utilizado é o CO² (dióxido de carbono), um gás inerte e pouco absorvido pelo nosso corpo, proporciona um amplo espaço para este tipo de cirurgia. Tal precisão é benéfica ao paciente em termos de procedimentos mais eficientes e menos sangrantes, com pós-operatórios mais tranqüilos, menos estadia hospitalar, melhor resultado estético pelas menores incisões e menos complicações das incisões grandes, como as hérnias, quelóides (cicatrizes viçosas), infecções, etc.

Indicações e Contra-indicações:
A prostatectomia radical videolaparoscópica é indicada no tratamento do câncer de próstata localizado, isto é, doença restrita a próstata. As contra-indicações são doenças de coagulação e cirurgias abdominais anteriores extensas que possam impedir a realização do procedimento.

Dr Eduardo Scortegagna - Médico Urologista

 

 

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